Oficina 1 – História pública e canção popular: representações do Brasil no século XX

Profª. Dra. Miriam Hermeto (UFMG)

A oficina pretende propõe uma análise de traços da memória coletiva sobre o Brasil, a partir das representações produzidas e veiculadas em diferentes gêneros da canção popular no século XX. Após a apresentação das concepções teórico-metodológicas que embasam a reflexão, serão apresentados cinco recortes temáticos, frutos dos dados de pesquisa do projeto de extensão “Os Brasis da canção popular” (UFMG, 2013): o Brasil censurado nas ditaduras; a “ideologia do trabalho” no Estado Novo; terra e propriedade nas telenovelas dos anos 90; os Brasis da bossa nova e do tropicalismo; diversidade, gênero e sexualidade.

20 vagas

 

Oficina 2 – Metodologia da história oral, usos e perspectivas

Ms. Ana Cristina De Sales; Ms. Cícero Joaquim Dos Santos; Ms. Maria Arleilma Ferreira De Sousa

As narrativas de memória vêm ganhando destaque no campo da História nas últimas décadas. Nesse sentido, a oficina tem por objetivo ampliar a reflexão acerca das práticas metodológicas da história oral seus usos e perspectivas na contemporaneidade, bem como discutir sua relação com a história pública. Discutiremos sobre as possibilidades de estudo e de análise do uso da oralidade como fonte no campo da pesquisa histórica e suas principais demandas na atualidade.

20 vagas

 

Oficina 3 – Imigração e História Pública

Profª. Dra. Ismenia de Lima Martins; Profª. Dra. Andrea Telo da Corte; Profª. Dra. Marileia Inouê

Considerando a imigração um fenômeno de larga duração, marcado por deslocamentos contínuos de populações premidas por fomes, guerras e desastres ambientais relacionados às forças de reorganização do capital, e ainda a desastres da natureza, essa oficina propõe uma discussão sobre a imigração como um problema da história pública, particularizando o caso dos imigrantes no Brasil.

A relevância do tema, para além da larga duração do fenômeno, ressalta pelo recorde atual de refugiados divulgado pela ONU, 21,3 milhões, que impacta a mídia tradicional e viraliza nas redes, com as imagens chocantes de naufrágios e mortes, inclusive de crianças.

Questões como identidades, alteridades, fronteiras, territorialidades, e lugar no mercado de trabalho serão discutidas, a partir das formas de narrar as histórias de imigrantes e imigração, da mesma forma que as apropriações do tema, não apenas pela academia mas pelo jornalismo, pelas artes plásticas, cinema e literatura e pela prática da política.

20 vagas

 

Oficina 4 – Brinquedos históricos, não apenas para o museu

Prof. Dr.  Titus Riedl

A oficina apresenta brinquedos óticos da era vitoriana como praxinotrópio, zootrópio, taumatroscópio, phenkistoscópio, miriorama, lanterna mágica e outros que caíram quase em esquecimento.  Estes instrumentos ainda são capazes de fascinar e podem ser adaptados em atividades de arte-educação, ações museológicas e outras iniciativas educativas. A oficina pretende fornecer informações básicas sobre a origem dos  instrumentos citados e dar instruções práticas para a montagem, acompanhado por um trabalho prático. Além disso, serão discutidas mudanças tecnológicas ocorridas no último século e a adaptação destes instrumentos no mundo virtual, utilizando recursos computadorizados.

20 vagas

 

Oficina 5 – A História vista de baixo:  fontes judiciais e cartoriais na relação pesquisa e ensino

Prof. Dr. Darlan de Oliveira Reis Junior (URCA)

A proposta da oficina é fornecer instrumental para a pesquisa e o ensino de História a partir de fontes judiciais – processos criminais e civis, e fontes cartoriais – inventários post-mortem.   Por meio da análise dos documentos serão abordadas questões sobre a descrição, explicação, contextualização e análise do processo histórico e as possiblidades de utilização dos mesmos em sala de aula.

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Oficina 6 – Por uma escrita fílmica da História

Dra. Ana Carolina de Moura Delfim Maciel (UNICAMP/ CMU); Ma. Juliana Muylaert Mager (doutoranda PPGH/UFF)

O cinema se tornou um dos principais espaços de produção e divulgação de imagens do passado e de debate sobre a história fora da academia. Algumas dessas narrativas em áudio e vídeo trazem os embates da memória para o âmbito público, provocando debates a respeito dos significados da história. Como afirma Rosenstone (2010, p. 175) a questão está na capacidade de um diretor de “criar um passado na tela tão ultrajante ou polêmico a ponto de forçar uma sociedade a debater abertamente uma importante questão histórica”.

A proposta se aproxima do que propõem vários dos que têm pensado e praticado a história pública. O reconhecimento de tipos de saber sobre o passado realizados fora da academia, com características específicas, é uma das contribuições desse novo campo de atuação. O que há de mais profícuo no pensamento de Rosenstone está no olhar para as especificidades da relação com a história travada pelos cineastas, respeitando os limites e convenções existentes na construção de uma narrativa audiovisual. O cinema, feito em película ou digital, nos proporciona a experiência de “ver o passado”, ou seja, a imersão em passados possíveis construídos segundo questões e formas que são próprias das narrativas audiovisuais.

Nessa oficina, portanto, a proposta é pensar uma abordagem da história que nos possibilite saltar das páginas para as telas, analisando isso que entendemos como uma escrita fílmica da História. Assim, a partir da exibição e debate de filmes documentários, pretende-se discutir as relações entre cinema documentário e história pública, entendendo o cinema como espaço de elaboração de narrativas históricas em audiovisual.

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Oficina 7 – Os diferenciados usos da literatura de cordel no Brasil: produção, circulação e consumo (1893-2012)

Prof. Dr. Helonis Brandão

Esta oficina propõe fazer uma genealogia da literatura de cordel nos aspectos de sua produção, circulação e consumo, a partir de uma abordagem da História do Livro e das Práticas de Leitura e do conceito de apropriação, entendido como usos diferenciados, representados em uma forma e formato pretensamente “popular”.  O objetivo é perceber a constituição de um cânone no objeto cultural cordel, construído como “popular”, e como ele foi utilizado das mais variadas formas e formatos, em diferenciadas apropriações, desde o seu surgimento ao final do XIX até os dias atuais.

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